Programa sofrerá expansão em 2019 e formação passará de dois para três anos
Acontece nesta sexta-feira (15) a solenidade de formatura da 13ª turma do Programa de Residência Médica (RM) em Cirurgia Geral do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). O grupo formado por seis formando se une agora aos outros 64 profissionais já graduados pela maior unidade de Saúde Pública do RN. Receberão o título de cirurgiões gerais os alunos: Diogo Medeiros, Jessica Macário, Larissa Ferreira, Adriano Costa, Marcelo Granjero e Tóvenis Júnior.
Com uma experiência anterior dentro do Walfredo Gurgel, Jessica Macário, conta que atuou como estagiária no setor de politrauma no ano de 2014. Durante 40 plantões, a então aluna do curso de medicina pode, já naquela época, conhecer de perto como é o dia a dia do setor onde diariamente chegam vítimas graves do trauma. Sobre esta experiência ela conta que “vivia aqui dentro. Depois deste estágio, tive a certeza que queria estar no Walfredo”.
Ela ainda afirma que o HMWG proporcionou uma ótima experiência para sua formação na área da cirurgia geral. “Por lidar diariamente com o trauma, recebemos casos bem mais complexos e que não veríamos em um hospital de cirurgias eletivas, por exemplo”.
Há 14 como coordenador, o cirurgião Henrique José da Mota, diz que sempre acreditou no potencial do projeto. “Tinha fé que continuasse, mesmo sabendo das dificuldades do hospital”. A crença foi recompensada. Ao fim da formatura nesta sexta-feira, um total de 70 cirurgiões já terão passado pela RM do HMWG. Seguindo uma tendência nacional, Mota revela que planeja, ainda este ano, expandir o tempo de programa de dois para três anos.
Henrique Mota também soube tirar proveito dos momentos complicados que teve de enfrentar desde que a RM teve início em 2005. “As dificuldades se mostraram construtivas, ao expor nossos alunos as contingências que podem ocorrer em um ambiente de emergência. Eles puderam ter uma visão realista do serviço público de saúde do país e acabamos tirando proveito disso, propondo soluções viáveis, dentro da nossa realidade”, avalia.
Outro dos seis formandos, Diogo Medeiros, conta que sua paixão pela medicina vem desde criança, mas, não por influência de algum médico da família. O motivo que o levou a escolher a medicina, foi o fato de seu avô ter sido diagnosticado com um câncer, cujo tratamento ele pode acompanhar de perto. “Depois disso, tive a certeza que queria exercer a medicina. Ele foi muito bem tratado, resistiu, ficando curado. Na época eu tinha 19 anos”, revela.
O recebimento do diploma sexta-feira, no entanto, é só mais uma degrau na promissora carreira de ambos os formandos. Ainda para 2019, Diogo e Jessica, já planejam o próximo passo. Em dezembro, prestarão concurso para mais uma residência médica, desta vez, em cirurgia torácica.
A diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro, diz que o Programa de Residência Médica é de extrema importância para o Walfredo Gurgel. “Muitos dos profissionais que se formam aqui, acabem sendo absorvidos pelo próprio hospital. E isso tem se mostrado muito positivo para nós, uma vez que conhecemos e aprovamos o potencial do cirurgião que formamos”, afirma.
Dividido em dois anos, o tempo de residência define o perfil do aluno, assim como sua atuação dentro do Centro Cirúrgico. Residentes com menos de um ano de Programa são denominados de R1. Neste período, eles auxiliam os cirurgiões, podendo realizar procedimentos menos complexos como uma traqueostomia, uma dissecção venosa, ou até mesmo uma drenagem de tórax, além de pequenas cirurgias. Aos alunos com mais de um ano de Programa, denominados de R2, é permitido fazer procedimentos mais complexos como cirurgias de vesícula ou de traumas no abdômen.
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